EM NOTA JOÃO GUALBERTO QUESTIONA INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO. PARA ELE NA BAHIA A SITUAÇÃO É MUITO MAIS GRAVE.

20 de fev de 2018

O deputado federal João Gualberto votou contra a intervenção militar no Rio de Janeiro e argumentou que outros estados do Brasil têm muito mais necessidade de uma medida como essa. E citou como exemplo a Bahia. Para Gualberto, a falta de segurança no Rio de Janeiro é grave, preocupante e assustadora assim como em muitos outros estados da federação que apresentam índice de violência ainda piores. Em outro trecho da nota o parlamentar baiano expõe o seguinte argumento: “Fico a me perguntar por que essa intervenção não acontece nesses outros estados, a maioria deles do Norte e Nordeste? Por que essa intervenção não acontece na Bahia, por exemplo, onde os números da violência são mais alarmantes do que os do Rio de Janeiro e há também uma apatia do governo?”

Na sequência da nota Gualberto cita números referindo-se ao Atlas da Violência de 2017 com dados de 2015. ” Bahia é o nono estado brasileiro com o maior número de assassinato por 100 mil habitantes.” O parlamentar adverte que este índice atinge 39,5% e que nos últimos dois anos foram registrados cerca de 250 ocorrência de assaltos e explosões a bancos e caixas eletrônicos. Gualberto afirma ainda que os baianos também são vítimas dessa “guerra urbana” Para o deputado, o Rio de Janeiro mesmo tendo muita visibilidade na mídia, está na décima oitava posição no ranking da violência e, em situação bem menos grave que a Bahia.  Para ele a rápida mobilização do governo para “salvar o Rio” de um problema que castiga tantos outros estados do Pais, provoca uma série de questionamentos. Por que o governo federal está investindo apenas no Rio? Qual a real intenção? É realmente salvar vidas ou dar uma satisfação ao mundo que assisti às cenas de violência nas grandes avenidas da capital fluminense? São muitos questionamentos que me faço diante desta medida do governo que me parece intempestiva, política e eleitoreira.”

Já no final da nota o deputado diz que por estas razões elencadas votou contra a intervenção mas torce para que ela dê resultados positivos e, caso isso ocorra, a experiência possa ser aplicada em outros estados do País que sofrem do mesmo mal e necessitam muito mais.

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