BARREIRAS: MORADORES DE CONJUNTOS HABITACIONAIS SE ARRISCAM EM TRAVESSIA PERIGOSA

08 de jan de 2020

Receber uma unidade do Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida, gerido pela CAIXA Econômica Federal, representa a realização do sonho da casa própria, mas, também, pode ser encarada como uma adesão à um pacote de dificuldades.

Não obstante a localização a margem do espaço urbano da cidade, a falta de estrutura, iluminação e segurança pública; os moradores dos Conjuntos Arboreto 1 e 2, e Residencial São Francisco têm vivido um problema a mais, que os coloca em risco.

Os três conjuntos habitacionais, que ficam as margens da BR 135, não possuem uma rua que interligue os bairros. Para um morador do Conjunto Arboreto 2 ir para o Residencial São Francisco, ou visse e versa, a caminhada pode ultrapassar 30 minutos, mesmo os dois bairros sendo vizinhos. Isso, porque é necessário caminhar até a BR e voltar para mudar de bairro pelas ruas asfaltadas.

Para evitar o longo trajeto, os moradores vão de um bairro ao outro atravessando uma grota que começa no Residencial São Francisco e corta os fundos do Conjunto Arboreto 2. No local uma ponte de madeira foi precariamente improvisada, mas vive seus últimos dias em tempos de chuva. O local, inclusive, é passagem de fortes águas, o que aumenta, ainda mais, o perigo.

Segundo o líder comunitário, Pastor Ednaldo Tavares a solução do problema seria o prolongamento da rua A do bairro Arboreto 2, de forma que essa rua se transformasse em uma avenida, passando ao fundo do bairro e alcançando a avenida de entrada do residencial São Francisco. “Sabemos que a Caixa é quem administra os conjuntos habitacionais, mas, também, que esse terreno em que existe a grota é particular. Nossa esperança é um dia a Prefeitura de Barreiras fazer a rua A do Arboreto 1 alcançar o São Francisco. A Caixa sabemos que nunca fará”, explicou pastor Ednaldo.

Ainda, segundo o Pastor Ednaldo, situação mais complicada vive os moradores do bairro Arboreto 1. Na localidade não existe Posto de Saúde, e as mães tem que atravessar a BR 135, com os filhos doentes no colo, para buscarem atendimento no PSF do Arboreto 2, que fica do outro lado da BR, consideravelmente distante. “Infelizmente, nem uma passarela é construída sobre a BR, nem o posto de saúde é construído no bairro Arboreto 1. É uma tragédia anunciada. Essas mães são verdadeiras guerreiras, pois enfrentam trânsito de veículos pesados para não ver seus filhos perecerem”, lamentou.

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