BARREIRAS: EURICO QUEIROZ FAZ MOÇÃO DE APLAUSOS E VAI DAR COMENDA 26 DE MAIO A RICARDO PAMPLONA

06 de abr de 2021

 

O vereador Eurico Queiroz utilizou a Tribuna da Câmara para apresentar uma Moção de  aplausos a Ricardo Rego Pamplona, Médico Veterinário formado pela Universidade Federal da Bahia- UFBA, pós-graduado em virologia pela UFRJ e em controle de qualidade de vacinas veterinárias pela Iowa State University – EUA. 

Eurico disse ao Mural do Oeste  que Ricardo também receberá a Comenda 26 de Maio por ser um barreirense que, morando em Brasília, honrou o nome da nossa cidade. No discurso, o vereador disse que Ricardo atuou por 3 anos no Centro de Controle de Zoonoses do Distrito Federal e por 30 anos como funcionário de carreira do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), onde exerceu entre outras funções os cargos de Coordenador de Registro e Fiscalização de Medicamentos Veterinários e de Diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários.  

Aposentado desde 2019, atua como consultor técnico em produção e controle de qualidade de medicamentos veterinários de empresas fabricantes no Brasil e no exterior e do Sindicato das Indústrias de Produtos para a Saúde Animal – SINDAN, entidade que agrega 90 empresas produtoras de medicamentos veterinários no país.  

Sobre o projeto de produção de vacina contra a Covid 19 pela indústria de Saúde Animal 

Como consultor do SINDAN, Ricardo Pamplona participa de discussões que envolvem a ANVISA, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e MAPA, sobre a possibilidade da realização de  parcerias entre as empresas do setor de saúde animal e as detentoras da  tecnologia de vacinas contra a Covid 19, para que essas vacinas sejam produzidas nas indústrias veterinárias, considerando que essas possuem o know how  para fabricar vacinas inativadas cultivadas em células, a mesma utilizada na produção da Coronavac, do Instituto Butantan. 

Três indústrias que produzem vacinas contra a febre aftosa, possuem capacidade para juntas produzirem anualmente 500 milhões  de doses em instalações laboratoriais com nível de segurança biológica NSB3+ todas certificadas pelo MAPA,  as quais  podem ser rapidamente adaptadas para produzir a vacina inativada contra a Covid – 19. E  considerando que a vacina contra a Covid é disponibilizada em um volume de dose menor do que o da vacina contra a febre aftoso, estima-se que a indústria veterinária brasileira  possa produzir, em um período de seis meses, até 180 milhões de doses  da vacina  anti-Covid  inativada, cultivada em células,  a partir do momento da obtenção da tecnologia (fórmula completa e sementes do vírus), sem prejuízo do abastecimento da campanha de vacinação contra a febre aftosa.

Ricardo Pamplona participa também das discussões  com o MCTI a realização de parcerias para a produção de vacinas que utilizam outras tecnologias, cujos projetos de  desenvolvimento estão sendo financiados por aquela pasta. 

Segundo ele, a grande vantagem na realização dessas parcerias é a capacidade de produção da indústria veterinária em volume suficiente para atender com folga a demanda por vacinas no Brasil e até em outros países, alem da eliminação da dependência de importação da vacina pronta ou do Ingrediente Farmacêutico Ativo –  IFA,  com ganhos significativos no tempo e no custo de produção. 

As discussões sobre o tema continuarão no âmbito das instituições envolvidas. O início da produção depende de acordos entre as empresas proprietárias das vacinas anti- covid e as empresas fabricantes que se interessarem pela parceria, para fins de  transferência da tecnologia de cada vacina, além  da aprovação das instalações fabris pela Anvisa. “É um grande barreirense e merece a nossa homenagem”, disse Eurico Queiroz.

 

 

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