AS ELEIÇÕES DE 2018 E A REVOLUÇÃO DAS MÍDIAS SOCIAIS

01 de nov de 2018

Por Maglon Ribeiro

Dados da Anatel indicam que o Brasil terminou agosto de 2018 com 234,4 milhões de celulares e densidade de 111,96 cel/100 hab. E não para por aí. Os brasileiros possuem a maior média de uso de smarthphones do mundo: 4 horas e 48 minutos. Estes números comprovam que, processar, distribuir informações e as tomadas de decisão de nossa vida convergem para uma telinha, que, volta e meia está numa das palmas de nossas mãos. A presença constante dos smartphones na vida das pessoas tornou a visualização da telinha um ato involuntário no dia a dia de cada uma.

 

 

Chegou praticamente para todos a “ Aldeia Global”, preconizada por pelo filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan. Vivemos a era da sociedade em rede, pelo acentuado fluxo de informação, em torno da rede de comunicação da internet, impactada pela possibilidade de conexão permanente trazida pelos dispositivos e redes móveis, caracterizando uma “sociedade da comunicação móvel” , na qual “tecnologias de comunicação sem fio difundem a lógica de rede da organização e da prática social em todos os lugares, para todos os contextos, na condição de estar na rede móvel”.

A revolução da mídia social configurou a “a sociedade da informação” para um outro patamar de interatividade do eleitor, agora não só aquele que curte, mas um mobilizador atuante, que compartilha, comenta fervorosamente, militante e disseminador de notícias e das propostas do candidato.

A campanha política de 2018 é um exemplo claro de como essa revolução nos alcançou em cheio. A campanha política para presidente da república que se desenhou a partir da disseminação dessas tecnologias de mídias sociais, fatalmente mudará o modo de se fazer campanha política no Brasil, de maneira mais concreta, com encolhimento do marketing tradicional , no seu aspecto mais relevante, as grandes produções cinematográficas , o que levará os candidatos, a partir de agora priorizar o novo modelo de se fazer campanha política, utilizando esse instrumental, de maneira profissional nos pleitos.

Sem falar em Fake News , que é um fenômeno , no processo de desconstrução de um candidato, sem o devido controle. Um dado interessante, segundo o especialista Marcelo Vitorino, 92% dos internautas buscam informações dos candidatos nas redes sociais ou veículos de comunicação on line. No tocante as propostas do candidato o interesse alcança 83%, enquanto as fotos da campanha, atrai o interesse de apenas 5%, e, as tão usadas frases motivacionais só despertam 4% do interesse dos internautas.

A profissionalização do uso das mídias sociais nas campanhas eleitorais é uma condição inevitável nos novos tempos de se fazer política. Um projeto de campanha política ou comunicação de governo, via mídia social, é mais amplo do que se imagina, tomando como base a mídia social mais popular, o face book, por exemplo, não é simplesmente veicular material de campanha ou notícias de governo, isso porque quem acessa o face, acessa para entreter ou interagir. Fato é que o processo de trabalho deve criar formas de abordagem atrativas, usando  o face para pesquisa de afinidade de público, mapeamento de interesse de temas, segmentação, etc. Enfim, se um candidato que ter sucesso nas mídias sociais precisa contratar profissionais que saibam organizar a comunicação para utilizar as várias ferramentas disponíveis. Com isso o candidato pode trabalhar seu nome, suas ideias e propostas o tempo todo. Ou seja, todo dia é dia de campanha, com a utilização de técnicas que envolve atrair, gerar trafego, engajar militantes e converter o internauta num verdadeiro eleitor.

 

MURAL DO OESTE / Com Maglon Ribeiro

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