STF DECIDE HOJE SE LULA PODE SER SOLTO POR CAUSA DA NOMEAÇÃO DE MORO

04 de dez de 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A defesa de Lula quer que seja reconhecida a suspeição de Moro

para julgar processos contra o ex-presidente Lula (foto: TheoMarques/UOL/Folhapress)

No habeas corpus, os advogados de Lula

argumentam que a indicação do ex- juiz

federal Sergio Moro para o governo do

presidente eleito, Jair Bolsonaro,

demonstra parcialidade do ex-magistrado

e também que ele agiu ‘politicamente’

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, nesta terça-feira (4/12), a partir das 14h, mais um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fazem parte do colegiado o relator do pedido, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Cármen Lúcia, e o presidente da turma, Ricardo Lewandowski.
No habeas corpus, os advogados de Lula argumentam que a indicação do ex- juiz federal Sergio Moro para o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, demonstra parcialidade do ex-magistrado e também que ele agiu “politicamente”. Moro irá assumir o Ministério da Justiça em janeiro. Ele era o responsável pelos processos da Lava-Jato na 13ª Vara Criminal de Curitiba. A juíza Gabriela Hardt assumiu a função.
A defesa de Lula quer que seja reconhecida a suspeição de Moro para julgar processos contra o ex-presidente e que sejam considerados nulos todos os atos processuais que resultaram na condenação no caso do triplex de Guarujá (SP).
Em parecer enviado ao STF na semana passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou pela rejeição do recurso.
De acordo com Dodge, desde que passou a ser processado, Lula “vem insistentemente” defendendo ser vítima de perseguição política. No entanto, os argumentos sobre a suspeição de Moro já foram julgados por mais de uma instância da Justiça e foram rejeitados.
Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação no caso confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Sergio Moro nega qualquer irregularidade em sua conduta e diz que a decisão de participar do futuro governo ocorreu depois de medidas tomadas por ele contra o ex-presidente.
MURAL DO OESTE /  Com Correio Braziliense
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