‘PELE DE MEL’, POESIA DE RONALDO SENA EM HOMENAGEM A CLEMENTINA DE JESUS

03 de dez de 2020

Mesmo existindo as flores
Os espinhos vão te arranhar
Mesmo que existam os amores
As dores vão te atormentar
Mesmo que exista a chuva
O sol vai te queimar
Mesmo que exista o mesmo
Os diferentes vão brilhar
Mesmo que a mesmice seja chata
Existe o chato para apreciar
Mesmo a pisada sendo firme
A poeira leve tem que apagar
Marcas de torturas
Mesmo diante de tanta loucura
Pela cor preta e pura
Que fez a história
Mas a cor branca sujou a memória
Mesmo que o rei seja Pelé
O rei do baião preto também é
Bob Marley, Gilberto Gil
A voz de Mandela
O olé de Mané
Mesmo que o branco seja a cor do espanto
O negro é santo e mora no céu
Mesmo que exista o branco
O negro nunca deve calar
O negro é a cor do amor
O negro é a flor do Jardim de Alá
Pele de mel de se encantar
De se encontrar e nunca se perder
O negro é lindo de se ver
Do poeta Ronaldo Sena
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