NELSON LEAL DIZ QUE LIBERAÇÃO DO FGTS NÃO GARANTE RETOMADA DO CRESCIMENTO E PODE COMPROMETER CONSTRUÇÃO CIVIL

19 de jul de 2019

Continuando suas visitas ao Oeste baiano, passando por Ibotirama, Oliveira dos Brejinhos, Barreiras e Riachão das Neves, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, deputado Nelson Leal, defendeu hoje (19.07) a geração de empregos através de investimentos na construção civil. “Espero que a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que deveria ter sido anunciada ontem pelo Governo Federal, não afete os investimentos na construção civil. É um setor que gera milhares de empregos e, de fato, impulsiona o ciclo virtuoso da economia. O recuo do governo é positivo, porque a liberação do Fundo de Garantia, sem um estudo mais profundo, pode resultar na quebra definitiva do programa Minha Casa, Minha Vida, com a demissão de cerca de 500 mil operários que estão nos canteiros de obras espalhados pelo país”, alerta o chefe do Legislativo estadual.

Leal lembra que o governo de Michel Temer liberou R$ 44 bilhões em saques do FGTS e a economia brasileira não reagiu. “Ao contrário, entramos em um processo de estagnação. Uma liberação de R$ 30 bilhões agora pode agravar ainda mais o problema, decretando, de vez, a falência do setor da construção civil. Sem tentar resolver a questão dos quase 14 milhões de desempregados no país, continuaremos a receitar aspirina para um paciente com tumor cerebral. Liberando o FGTS e acabando com a política de habitação, não voltaremos a crescer e o desemprego ainda vai aumentar muito mais”, diz o presidente da ALBA.

Nelson Leal lembrou que o Programa Minha Casa, Minha Vida, que completou 10 anos em maio, já resultou na construção de mais de 5,5 milhões de habitações, com investimentos da ordem de quase R$ 500 bilhões, sendo aproximadamente R$ 160,8 bilhões em subsídios oriundos da União e do Fundo de Garantia. “Somente com o programa, nesses últimos dez anos, a indústria da construção civil empregou cerca de 400 mil trabalhadores por ano. Não podemos agravar o desemprego e ainda aumentar o déficit habitacional do país. Neste momento, seria um tiro no pé”, adverte Leal.

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