MÉDICOS DO HOSPITAL REGIONAL DE IBOTIRAMA PARALISAM ATIVIDADES

10 de out de 2019

Os médicos do Hospital Regional de Ibotirama entraram em greve por falta de pagamento de salários há quase 4 meses. Outro ponto que levou os profissionais da saúde a pararem é a eminente mudança de administração do hospital, que é gerida hoje pela empresa SM e passaria a ser feita pela prefeitura. Os médicos temem que com a mudança eles não receberão mais os salários atrasados e, por isso, decidiram parar as atividades.

De acordo com um dos médicos grevistas, o Governo faz o repasse do valor para a SM e a empresa faz o pagamento  para os médicos, porém esse repasse não está sendo feito. Foi informado ao Site Mais Oeste, que o mesmo problema já tinha acontecido anteriormente e eles ficaram sem receber por seis meses, mas como a maioria dos médicos tinha outras fontes de renda, continuaram os trabalhos normalmente. Só que desta vez, a falta de pagamento atingiu também os servidores do hospital, o que obrigou os médicos a tomarem uma atitude mais drástica.

A greve foi informada para o Conselho Regional de Medicina da Bahia (CREMEB), a Secretaria Estadual de Saúde e Assistência Social da Bahia e a empresa SM Assessoria Empresarial e Gestão Hospitalar. De acordo com um dos grevistas, ao perceberem a mobilização da classe, a empresa SM efetuou o pagamentos dos servidores do hospital, mas não pagou os vencimentos dos médicos.

Sem conseguirem dialogar com a empresa prestadora do serviço, os médicos seguirão em greve até que alguma providencia seja tomada com relação ao pagamento dos salários atrasados.

A  Secretaria da Saúde do Estado mandou uma nota para o Mais Oeste informando que tem realizado os repasses para a empresa SM. Confira a nota na íntegra:

SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
10.10.2019
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) vem realizando pagamentos regulares e consecutivos à empresa que administra o Hospital Regional de Ibotirama. O último pagamento foi realizado no mês de setembro, no valor de R$ 1,3 milhões.
Atenciosamente,
Ascom
Via: Mais Oeste
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