JUSTIÇA SOLTA DETENTA VEGANA POR FALTA DE CARDÁPIO ADEQUADO EM UNIDADE PRISIONAL

30 de dez de 2020

Uma advogada presa provisoriamente sob suspeita de integrar um grupo envolvido com lavagem de dinheiro e jogos de azar foi solta pela Justiça de Goiás, pois a unidade prisional em que estava não tinha uma alimentação adequada para a sua dieta. A mulher é vegana e o presídio não oferecia um cardápio que excluísse alimentos de origem animal.

Diante disso, a juíza Placidina Pires, da Vara dos Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, substituiu a prisão por liberdade condicional com uso de tornozeleira eletrônica. A defesa da advogada afirmou nos autos que ela só comia cenoura e quiabo devido à falta de opções veganas e chegou a ser internada após passar mal por causa da ‘má alimentação’.

Na decisão, tomada no último dia 3, a magistrada apontou que, se o Estado não é capaz de fornecer a alimentação adequada, não há como manter a detenção. “Observo que, não obstante tenham sido preenchidos os requisitos para a decretação da prisão preventiva, verifico que, nesta oportunidade, a defesa técnica demonstrou que, por ser vegana, necessita de alimentação adequada (entre frutas, verduras e leite integral), que não é fornecida pela unidade prisional”, diz um trecho do despacho.

De acordo com o Blog do Fausto Macedo, do Estadão, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) respondeu que disponibiliza, por dia, três refeições aos presos e que o cardápio é supervisionado por nutricionistas. Para ‘casos excepcionais’, incluindo diabéticos, hipertensos e doentes gastrointestinais, são oferecidas dietas ‘especiais’.

 

Via: BNews

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