GOVERNADOR DE MINAS GERAIS DIZ É DE 90% A POSSIBILIDADE DE FECHAR TUDO NO ESTADO PARA DIMINUIR AVANÇO DA COVID-19

24 de jun de 2020

Em Minas Gerais, o aumento do número de casos de Covid-19 está pressionando o sistema de saúde.

A saúde da segunda maior cidade de Minas está no limite. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tem hoje 97% das vagas de UTI ocupadas.

“Estamos fazendo tudo que é necessário. Criando 20 leitos de UTI no primeiro momento – se necessário, iremos a 50. E temos planos alternativos”, afirma Gladstone Rodrigues da Cunha, secretário de Saúde da cidade.

Médicos intensivistas de Belo Horizonte divulgaram um alerta sobre a disparada de pacientes que precisaram de respirador em um mês. A demanda aumentou 400%.

Com o crescimento de casos, a taxa de ocupação de leitos de UTI passou dos 90% em todo o estado de Minas Gerais. O hospital de campanha do estado, com quase 800 vagas, não foi aberto até hoje. Não há sequer equipe de saúde contratada e a unidade só tem leitos de enfermaria e de estabilização.

Nesta quarta-feira (24), o estado atingiu o maior número de mortes por Covid-19, em 24 horas: 51 registros. Já são 771 óbitos desde o começo da pandemia. Essa conta poderia até ser maior se mortes decorrentes de problemas respiratórios tivessem sido investigadas a tempo. Em 2020, Minas já teve mais de 1.500 mortes sem uma causa específica, registradas apenas como síndrome respiratória aguda grave, um quadro severo que algumas doenças respiratórias, como a Covid-19, podem desencadear.

O governo de Minas afirmou que não há subnotificação. E a Secretaria de Saúde do estado declarou que prefeituras enfrentaram dificuldade para fazer a coleta de material para testes de maneira adequada ou em tempo hábil. A taxa de testagem da Covid em Minas é uma das menores do Brasil: são 155 testes para cada grupo de 100 mil habitantes.

A partir desta quinta (25), a Polícia Militar vai ajudar a fiscalizar o uso de máscara e impedir aglomeração. E cidades de várias regiões do estado foram orientadas a suspender a flexibilização e manter apenas serviços essenciais funcionando.

O governador Romeu Zema disse que pode ser preciso aumentar ainda mais as restrições.

Repórter: De zero a cem, qual o risco do estado de Minas Gerais decretar lockdown?
Romeu Zema (Novo): 90. Mas vale lembrar: depende de cada prefeitura, de cada realidade. Até o momento, nós ainda temos cerca de 100 cidades que não tiveram sequer um caso. Poderemos ter o lockdown, sim, mas em determinadas regiões, aonde a incidência está muito acima do que seria considerado adequado.

O governador Romeu Zema afirmou ainda que o hospital de campanha vai ser usado conforme a necessidade, que já tem profissionais para implantar imediatamente 100 leitos, e que, gradualmente, vai abrir os outros.

G1

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