FRAGA ESPERA REVERTER CONDENAÇÃO PARA ASSUMIR MINISTÉRIO

03 de nov de 2018

O deputado federal Alberto Fraga (DEM) confirmou ao Correio que espera assumir algum ministério no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O democrata afirmou que já conversou com o capitão da reserva sobre a indicação, e que não tem preferência sobre qual pasta poderia assumir. “Quando conversamos, eu disse que estaria disposto em ajudar no que fosse preciso, não falei mais nada sobre uma escolha”, afirma.

 

CRÉDITO: ANA RAYSSA/ESP. CB/D.A. PRESS.

Durante encontro com a bancada da bala, em período de campanha, Jair Bolsonaro anunciou aos deputados que Fraga iria “coordenar a bancada lá no Planalto”. Segundo o democrata, o empecilho até o momento é a condenação na Justiça, que ele espera ver resolvida em breve. Em setembro deste ano, Fraga recebeu sentença a 4 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto, pela prática do crime de concussão — exigência de vantagem indevida em razão do cargo ocupado. “Eu estou lutando para que o processo possa ser levado para a segunda instância e tenho plena consciência e convicção de que haverá reforma da sentença”, explicou o deputado.

 

Propina

Conforme as investigações da polícia e do Ministério Público, em 2008, quando era titular da Secretaria de Transportes, na gestão de José Roberto Arruda (PR), o democrata exigiu e recebeu R$ 350 mil em propina para assinar contratos de adesão entre o GDF e a Cooperativa de Transporte Público do DF (Coopetran). A apuração do caso começou em 2011, no âmbito da Operação Regin. Fraga nega a acusação.

O deputado federal disputou o governo do DF neste ano, e acabou em sexto lugar, com 88 mil votos. Fraga afirmou também que não teria interesse em atuar na gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB), e que tem como foco o governo federal.

Pelo Twitter, Bolsonaro afirmou que usaria as redes sociais para anunciar oficialmente os nomes que farão parte do governo. “Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”.

MURAL DO OESTE / Com fonte do Correio Braziliense

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