EM 24.000 CASOS DE COVID, ESTES FORAM OS 5 SINTOMAS MAIS COMUNS

08 de jul de 2020

Tosse e febre persistentes foram confirmados como os dois sintomas mais comuns associados à covid-19, segundo um estudo que examinou quase 24.000 caso da doença.

Outros sintomas importantes incluem cansaço, perda do olfato e dificuldade para respirar. O estudo confirma a lista de sintomas divulgada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) no início da pandemia.

Os pesquisadores – de 5 universidades, incluindo a Universidade de Leeds – combinaram dados de 148 estudos diferentes para identificar os sintomas comuns sentidos por mais de 24.000 pacientes de 9 países diferentes, incluindo o Reino Unido, a China e os Estados Unidos.

Publicado na revista PLoS One, o estudo é uma das maiores meta-análises envolvendo sintomas da covid-19. Os pesquisadores também afirmam que provavelmente há uma grande proporção de pessoa que foram infectadas pelo coronavírus, mas não apresentaram sintoma nenhum.

Nos 24.410 casos, o estudo observou que:

. 78% tiveram febre. Isso tendeu a variar entre o países, com 72% de relatos em Cingapura e 32% na Coreia do Sul.

. 57% relataram tosse. Mais uma vez, houve variação entre os países, com 76% dos holandeses relatando febre, contra 18% dos sul-coreanos.

. 31% afirmaram sentir cansaço.

. 25% perderam o olfato.

. 23% disseram ter sentido dificuldade para respirar.

Os pesquisadores atribuem as variações em parte à coleta dos dados.

Ryckie Wade, do Leeds Institute of Medical Research, supervisionou o trabalho. “A análise confirma que febre e tosse foram os sintomas mais comuns entre as pessoas infectadas pelo coronavírus.”

“Isso é importante porque ajuda a assegurar que as pessoas com sintomas se isolem para evitar novas contaminações. O estudo nos ajuda a entender os principais sintomas e pode ajudar a determinar quem deve realizar o teste.”

O estudo envolveu pesquisadores das universidades de Leeds, Sheffield, Bristol, Imperial College de Londres e o Belgian Cancer Center. O trabalho foi financiado pelo National Institute of Health do governo britânico e pela VALCOR, da Bélgica.

 

Huff Post UK

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