ELEIÇÕES 2020: CANDIDATO A VEREADOR, VOCÊ TEM BASE ELEITORAL/REDUTO POLÍTICO?

25 de jul de 2019

 

Por Maglon Ribeiro

Consultor em Marketing Politico e Gestão Pública Municipal.

O grande desafio para o candidato a vereador é se torna conhecido, relevante aos olhos de um eleitor desinteressado. O que se percebe é que, no afã de atingir de se tornar conhecido, o postulando ao cargo atira para todos os lados, apregoando a sua imagem, sem rumo e sem direção, sem estabelecer um eleitorado alvo, um segmento de eleitores, em que possa focar a campanha. Qual é o seu reduto, o seu eleitorado alvo? Em quais segmentos de eleitores você vai pautar a sua campanha em 2020? É a pergunta que você deve responder, antes de tomar qualquer iniciativa de marketing eleitoral?

Saiba que ninguém vota em quem não conhece. Esta é a regra geral para qualquer candidato. Tornar-se conhecido é um trabalho de médio e longo prazo. Ninguém fica conhecido da noite para o dia. Certos candidatos disputam eleições com o objeto de projetar a sua imagem e crescer a votação, eleição após eleição, na medida em que fica mais conhecido. Temos exemplo de um ex-presidente que foram 12 anos para consolidar a sua imagem de político e disputar o cargo de presidente. Sem contar que a mídia dá ampla cobertura as campanha de cargo executivo.

Não há o mesmo interesse da mídia pelos candidatos à vereança, até porque o número de candidatos é muito grande. Nos novos tempos de se fazer política eleitoral as coisas tornaram mais fáceis com a utilização das mídias sociais, onde eles podem ampliar a sua visibilidade se valendo deste meio como estratégia de comunicação e de conversão de contatos em votos, se for bem planejada. O postulante a um cargo político pode fazer campanha todo dia.

O vereador com mandato excetua esta regra. Para ele, sempre será mais fácil obter espaços na mídia. Mas, o candidato sem mandato, pode e deve também conseguir o seu espaço visando obter reputação e tornar-se conhecido desde que esteja sustentado em uma causa, um motivo forte porque deverá ser candidato.

Tornar-se conhecido é também a resultante de uma campanha moderna e inteligente, que envolve estratégias de marketing bem programadas. Então, para 2020 a prioridade do postulante a candidato, a partir de agora, deve ser, forçosamente, tornar-se conhecido do máximo possível de pessoas. É aí que a equipe de campanha, ou o consultor de marketing precisa mostrar criatividade, bom planejamento e agilidade, utilizando-se das ferramentas de marketing eleitoral disponíveis.

A prática de buscar relevância, projetar a imagem e o posicionamento de um candidato aos dos eleitores, na maioria das vezes, vem sendo feita de forma errada pelos candidatos a vereador, sobretudo no que diz respeito ao uso das mídias sociais. Ao conversar com vereadores de uma

câmara municipal em uma cidade média, com 19 vereadores, pude perceber que nenhum deles organizou um trabalho de banco de dados, não captam contatos nem tão pouco relaciona com os seus eleitores e forma continua.

Esquecem que a melhor forma de fazer campanha é desdobrar o eleitorado, segmentar, relacionar, em busca daqueles eleitores potenciais que, em razão da sua biografia, sua carreira profissional, seus vínculos, sua imagem, serão mais simpáticos à sua candidatura e com maior probabilidade de vir votar em você. Isto só é dispensável num colégio eleitoral reduzido (cidade pequena).

Esta prática é o que convencionamos de reduto e ou base eleitoral. O seu reduto, o seu eleitor alvo deve necessariamente ser a base de sustentação de sua candidatura. O candidato a vereador que não tem uma base eleitoral, certamente terá maiores dificuldades para se eleger

Um candidato não pode ser o candidato de todos os segmentos. Portanto evite desperdiçar tempo e recursos em diversos segmentos de eleitores. Não perca tempo com aqueles que você sabe que em hipótese alguma lhe darão o voto, e gaste o mínimo possível com aqueles que certamente votarão em você.

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