ALGODÃO BAIANO MANTÉM PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO PARA OS PRÓXIMOS 10 ANOS

07 de ago de 2019

De olho no mercado externo, os cotonicultores do oeste da Bahia vão aumentar em 20,5% a produção de algodão nos próximos dez anos. As exportações do setor devem crescer 43,4% neste período. O crescimento deve chegar a 3,1% ao ano, um dos maiores do setor do agronegócio. Os dados fazem parte do relatório “Projeções do Agronegócio”, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com base em dados fornecidos por vários órgãos nacionais, com a análise de técnicos do ministério e da Embrapa.

A Bahia é o segundo maior produtor do país e deve continuar respondendo por 22,1% da produção nacional. No oeste do estado o cultivo é mantido por 180 produtores rurais, que devem produzir este ano mais de 1 milhão e 300 mil toneladas de pluma e caroço de algodão.

De acordo com a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), o bom desempenho é resultado de um conjunto de fatores como uso de tecnologia, aumento de produtividade, qualidade da fibra e capacidade de superação.

“Acreditamos que podemos alcançar as projeções e inclusive superar estes números. Temos solos que foram fertilizados nos últimos anos, clima propício com períodos regulares de chuva, disponibilidade de terra, a melhor produtividade em algodão não irrigado do planeta, e a segunda melhor qualidade de fibra do mundo”, avalia Júlio Cézar Busato, presidente da Abapa.

Nos últimos vinte anos, os produtores da região aumentaram a produtividade de 220 arrobas por hectare para 300 arrobas por hectare. Ano passado, a produção de algodão já foi a segunda maior da história, com 1,2 milhão de toneladas.

“O que pode limitar o nosso crescimento é o mercado, porque o consumo interno não está aumentando, e temos que conquistar novos compradores externos. Também servem de entrave o preço do algodão que hoje está em queda por causa da guerra comercial entre China e Estado Unidos, e os problemas de logística. Atualmente gastamos 90 dólares para colocar uma tonelada de algodão no navio. Nos Estados Unidos os produtores gastam 25 dólares, e na Austrália cerca de 18 dólares”, completa Busato. (Fonte: Correio da Bahia)

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